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Reserva do tipo O na instituição é suficiente para menos de um dia; cidadãos podem realizar o agendamento pela internet

Foto: Renan Oliveira.

Apesar do comparecimento de doadores no feriado prolongado, a Fundação Pró-Sangue, vinculada à Secretaria da Saúde do Estado, continua com o estoque muito baixo. Por conta da pandemia de COVID-19 e do tempo mais frio, a doação de sangue registrou forte queda nas últimas semanas.

Atualmente, o estoque opera com apenas 40% das bolsas necessárias para dar atendimento a mais de 100 instituições de saúde da rede pública da Região Metropolitana de São Paulo.

A Pró-Sangue faz um apelo que a população compareça aos postos nesta semana. Os sangues do tipo O+ e O- estão em estado de emergência, garantindo o abastecimento para menos de um dia. Já os tipos A-, B+ e B- estão críticos (suficientes para um dia), ao passo que o A+ está em alerta (disponível para dois dias).

Os representantes da Fundação demonstram preocupação com o contexto atual, pois as cirurgias eletivas foram retomadas e a demanda de sangue tem aumentando gradativamente ao longo das últimas semanas.

Agendamento

Os cidadãos podem agendar a doação online. Ainda há muitas vagas no sistema de agendamento da Fundação, que pode ser acessado pela internet: https://prosangue.hubglobe.com/entrar.

A doação de sangue continua sendo segura e os postos de coleta não oferecem riscos aos doadores. Medidas cautelares estão sendo adotadas, de modo a preservar os candidatos.

Requisitos para doação

Para doar sangue, basta estar em boas condições de saúde e alimentado, ter entre 16 e 69 anos (para menores de idade, consultar site da Pró-Sangue), pesar mais de 50 kg e levar documento de identidade original com foto recente, que permita a identificação do candidato.

Recomenda-se também evitar alimentos gordurosos nas 4 horas que antecedem à doação e, no caso de bebidas alcoólicas, 12 horas antes. Se a pessoa estiver com gripe ou resfriado, não deve doar temporariamente. Mesmo que tenha se recuperado, ela deve aguardar uma semana para que esteja novamente apta à doação.

Vale lembrar que o novo coronavírus foi incluído nos critérios de triagem e pode trazer alguns impedimentos para as pessoas que viajaram para o exterior ou tiveram algum contato com a doença (no site da Pró-Sangue é possível se informar sobre as condições para doação em relação a essa infecção).

Triagem

No mais, outros impedimentos poderão ser identificados durante a entrevista de triagem, no dia da doação. Para tanto, basta acessar o site da Pró-Sangue e consultar os pré-requisitos básicos para doar. Como dica, a sugestão é doar durante a semana, de segunda a sexta-feira, pois o tempo de espera no atendimento é menor.

serviço
Fundação Pró-Sangue
Para verificar o horário de funcionamento dos postos de coleta, acesse o site www.prosangue.sp.gov.br ou ligue para o Alô Pró-Sangue (11 4573-7800).

Em atrito com presidente Jair Bolsonaro, ministro da Saúde é apoiado pela cúpula do Congresso e do Judiciário e até por bolsonaristas


Em atrito com o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, o presidente Jair Bolsonaro mandou um recado ao auxiliar ao dizer que ninguém em seu governo é “indemissível”. A declaração, no entanto, soou como uma bravata para interlocutores do governo. Não há dúvida que Bolsonaro deseja demitir Mandetta, mas sabe que ao fazê-lo arrisca a própria imagem diante da popularidade que o ministro alcançou no enfrentamento à pandemia do coronavírus. Conquistou o apoio de líderes do Congresso, do Judiciário, da oposição e até mesmo de bolsonaristas.
Luiz Henrique Mandetta (à esq.) durante entrevista ao lado dos ministros Braga Netto (Casa Civil) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) Foto: Dida Sampaio / Estadão

Pesquisas de opinião divulgadas nesta sexta-feira, 3, apontam que o ministro tem aprovação maior que a do presidente. Para aliados de ambos os lados que acompanham de perto o cabo de guerra, Mandetta caminha para ganhar a mesma musculatura política que o ministro da Justiça, Sérgio Moro, outro auxiliar cuja popularidade gera incômodo e desconfiança em Bolsonaro.

Durante o agravamento da crise da covid-19, Mandetta, filiado ao DEM e ex-deputado federal Mato Grosso do Sul por dois mandatos, ganhou projeção nacional. Diariamente, ao final da tarde, surge na entrevista coletiva, transmitida ao vivo por emissoras de TV, para falar sobre a evolução da pandemia. Nas últimas semanas, trocou o terno e a gravata por um colete azul do Sistema Único de Saúde (SUS). Às vezes, as mangas da camisa estão dobradas. Assim, se destaca dos demais ministros do governo Bolsonaro e se assemelha aos técnicos da sua pasta, que também usam trajes com a marca do SUS.

“Não é só um colete de quem está vestido para a guerra. Com o símbolo do SUS no peito, ele cria uma conexão com pessoas mais pobres. E ao se vestir como seus secretários, reforça que trabalha com um time e com a ciência”, observa Olga Curado, consultora de imagem para políticos e empresários. “O cabelo nunca está tão penteadinho e a barba que dá sinal que precisava fazer. É a imagem de quem está trabalhando”, pontua.

Mandetta passou a usar o colete no dia 22 de março. A peça é usada pela equipe do Centro de Operações de Emergência (COE), criado em fevereiro para o enfrentamento ao coronavírus, e foi adotada pelo ministro. Usado diariamente, ele tem dois modelos iguais.

A especialista, que teve como clientes os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff e o próprio presidente Bolsonaro, destaca a capacidade de Mandetta de, mesmo ao dar notícias duras, adotar uma linguagem empática e simples, usando metáforas para facilitar a compreensão, e apontar soluções. Para ela, essa habilidade é fruto da experiência dele como médico ortopedista de crianças por mais de 30 anos. O ministro também foi secretário de Saúde em Campo Grande, quando seu primo, o senador Nelsinho Trad (PSD-MS), foi prefeito da cidade.

“Mandetta passa a imagem de alguém prudente, focado e assertivo. Não adianta ser bonzinho. Ele avisa que o remédio é ruim, mas se tomar vai ser bom. Isso passa credibilidade”, diz Olga Curado. “Apesar de Bolsonaro ficar minimizando o isolamento, por que as pessoas não vão para a rua? Porque elas preferem acreditar no doutor.”

Para a consultora, Mandetta também se sai bem ao evitar a discussão política. Na quinta-feira, 2, após Bolsonaro dizer que faltava “humildade” a ele, o ministro respondeu que estava trabalhando. “Eu trabalho. Só lavoro, lavoro”. Líderes do DEM veem projeções para 2022 como prematuras

Na cúpula do DEM, a percepção de que Mandetta ganhou um tônus político é nítida, mas, os líderes do partido, afirmam que é prematuro fazer projeções para 2022. Amigos reconhecem a projeção de Mandetta, mas afirmam que o ministro não tem agora foco “político-eleitoral.” Não descartam, porém, que ele possa usar o destaque de agora no futuro. Nas redes sociais, começam a surgir teorias de que o ministro faz parte de um projeto político do DEM para tentar apequenar o presidente.

Em 2018, o então deputado se disse decepcionado com a política e desistiu da reeleição. Agora, políticos próximos veem a possibilidade de ele se projetar para 2022 como um nome ao governo de Mato Grosso do Sul ou ao Senado.

Diante da fritura e desgaste com o presidente, o ministro, em conversas reservadas, já não esconde que desejaria deixar o governo, mas afirma que não tomará a atitude para não arcar com o ônus de sair em momento de crise. “Médico não abandona paciente”, disse na sexta.

No Planalto, a avaliação é de que, ao desafiar o presidente, seu superior hierárquico, o ministro dá munição para a oposição. Bolsonaro, por sua vez, sabe que se demiti-lo agora assume toda a responsabilidade da pandemia do coronavírus.

Dentro do governo, Mandetta também tem o apoio dos colegas de Esplanada. Vários integrantes do primeiro escalão defenderam o ministro da Saúde para o presidente e tentam acalmar os ânimos com o argumento de que os dois apenas têm estilos diferentes, mas possuem o mesmo objetivo.
Apoio vai da oposição a bolsonaristas

Enquanto sofre ataques de Bolsonaro, Mandetta capitaliza apoio de todos as matizes políticas. O ministro tem ao seu lado o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que pediram que ele seguisse “tocando o barco”. Os três jantaram juntos na noite de quinta-feira após o ministro ser criticado por Bolsonaro em entrevista à rádio Jovem Pan.

O responsável pela Saúde também tem exibido bom relacionamento com o procurador-geral da República, Augusto Aras. Juntos, eles anunciaram medidas de controle à covid-19 na quinta-feira, 2. Em meados de março, Mandetta e o PGR tiveram outra uma reunião com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli.

De acordo com integrantes do governo, foi este encontro que fez explodir a irritação do presidente. Logo após a reunião, Toffoli disse que “se há uma pessoa inamovível na República, é Luiz Henrique Mandetta.” A avaliação de Bolsonaro, segundo interlocutores, foi que após este episódio que o ministro passou a agir por conta própria não respeitando a hierarquia.

Mandetta também conquistou a admiração de bolsonaristas. Recentemente, na portaria do Palácio da Alvorada, uma mulher pediu que Bolsonaro deixasse o ministro trabalhar. Nesta sexta-feira, um dia após o ataque do presidente ao ministro, outra apoiadora escreveu na página de Bolsonaro no Facebook: “Não estou feliz com sua postura em relação ao Mandetta, presidente. Por favor, não faça pouco caso de quem está querendo ajudar o povo junto com o senhor.”

A mulher de Moro, a advogada Rosângela Moro, foi outra a sair em defesa do ministro. Ela publicou em seu Instagram a frase “In Mandetta I Trust” (Em Mandetta eu confio), uma variação usada também por apoiadores do ex-juiz da Lava-Jato. “Entre ciência e achismos eu fico com a ciência. Se você chega doente em um médico, se tem uma doença rara você não quer ouvir um técnico?”, indagou logo após a entrevista na qual Bolsonaro disse que falta humildade a Mandetta. Poucos minutos depois, a publicação foi apagada.

Até mesmo integrantes da oposição tem elogiado a condução do ministro à frente da crise. A deputada federal e médica, Jandira Feghali (PCdoB), é uma delas. “Parabéns ao Ministério da Saúde, porque só o órgão e seu corpo técnico têm se esforçado e lutado contra o tempo para combater a pandemia de coronavírus”, publicou ontem em seu Twitter.

O deputado federal Fábio Trad (PSD-MS), que também é primo de Mandetta, classificou a investida de Bolsonaro contra o ministro como “infeliz e inábil politicamente porque a população apoio o trabalho técnico e científico do Mandetta. “O presidente trabalha contra o próprio governo. Se tivesse segurança de sua força eleitoral, Bolsonaro pegaria o Mandetta a tiracolo e faria brilhar o governo. Mas ele fica incomodando com ascensão de quem brilha. Isso não é liderança”, disse o parlamentar. 

Canteiro de obra será instalado no local na segunda-feira (30) Previsão da reforma é de 90 dias


A Terracom foi anunciada nesta sexta-feira (27) a vencedora da contratação em caráter emergencial para a reforma da primeira fase na Ponte Jornal A Tribuna. Na segunda-feira (30), será assinada a ordem de serviço. Neste mesmo dia, a empresa começa a instalar o seu canteiro de obras no local.

A previsão é de que, a partir do início da execução do projeto, a primeira etapa esteja concluída em 90 dias, conforme previsto em contrato. A finalização desta fase permitirá que o Executivo Municipal vicentino solicite à Justiça a abertura parcial de uma pista (lado direito de quem vai da Ilha para o Continente), retomando a movimentação de veículos leves, por meio do Sistema Siga e Pare, que já havia sido utilizado anteriormente.

Na quarta-feira (25), a Caixa Econômica Federal autorizou a liberação dos recursos destinados à recuperação da estrutura, que liga a Área Insular à Área Continental de São Vicente, sobre o Canal dos Barreiros.

As metas de obras estão divididas em duas fases, sendo a primeira em caráter emergencial no valor de R$ 5.767.831,91. Nesta primeira etapa, haverá a recuperação de 52 estacas, uma longarina e três travessas, o que permitirá a liberação para o tráfego de veículos leves. A segunda fase, no valor de R$ 51.064.668,68, contempla a recuperação das demais estacas e reforma da mesa.

No final de dezembro, o prefeito de São Vicente, Pedro Gouvêa, e o superintendente regional da Caixa Econômica Federal na Baixada Santista, Sidney Soares Filho, assinaram o contrato para a liberação da verba, anunciada pelo presidente Jair Bolsonaro e destinada pelo Governo Federal às obras emergenciais e de recuperação geral na estrutura da ponte.

“Este é um momento importantíssimo e de alegria para todos nós vicentinos. A reforma emergencial da Ponte Jornal A Tribuna vai começar. Já a partir de segunda-feira a empresa vencedora instala o seu canteiro de obras no local”, destacou Gouvêa, lembrando da autorização da Caixa na quarta-feira.

“A partir da autorização, as empresas tiveram 48 horas para apresentar suas propostas. Estas foram analisadas por nossas equipes. Nesta sexta-feira, estamos anunciando que a vencedora é a Terracom, que será responsável por tocar a fase emergencial de recuperação da ponte. Esta obra era esperada com muita expectativa, por todos os vicentinos, em especial pelos moradores da área continental”, completou.

Campinas retoma a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe na próxima segunda-feira, dia 6 de abril, nos 66 centros de saúde de Campinas


A vacina estará disponível nas unidades no período da manhã, de acordo com o horário das salas e postos de vacina de cada um deles. Os locais e horários podem ser consultados no link: http://www.saude.campinas.sp.gov.br/saude/eventos/eventos_2020/campanha_influenza_2020/campanha-influenza-2020_horarios-e-locais-vacinacao-campinas-fase1.pdf.

Cerca de 54 mil doses constam do quarto lote de vacinas enviado pelo Estado. As vacinas estão sendo distribuídas para as unidades e na segunda-feira, todas já estarão com as doses disponíveis.

Desde o início da campanha, em 23 de abril, foram vacinados 106.280 pessoas maiores de 60 anos, 25.776 profissionais de saúde e 559 profissionais da força de salvamento. Em Campinas, há cerca de 146 mil idosos.

Etapas
A primeira etapa de vacinação tem como público-alvo os maiores de 60 anos, profissionais de saúde e da força de salvamento. Nesta fase, estão incluídos os cuidadores de idosos e também funcionários de instituições de longa permanência para o público da terceira idade.

A segunda etapa começará em 16 de abril e serão incluídos portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, população privada de liberdade, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas sócio-educativas, caminhoneiros, motoristas de transporte coletivo e portuários. A partir de 9 de maio também serão vacinados as crianças de 6 meses a menores de 5 anos, gestantes, puérperas, professores, além de adultos de 55 a 59 anos de idade e pessoas com deficiência.

A meta é imunizar pelo menos 90% das pessoas de cada um dos grupos prioritários até 22 de maio, último dia da campanha.

Vacina protege contra Influenza
A vacina contra a gripe comum não protege contra a Covid-19, mas ajuda no diagnóstico, descartando casos de gripes pelos vírus que compõem a vacina e chamando a atenção dos profissionais de Saúde para investigar infecção pelo coronavírus. Ao imunizar contra a Influenza também reduz casos que podem evoluir para pneumonia, por exemplo, levando pessoas a internações e necessidade do uso de respiradores em Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs).

A vacina usada protege contra as gripes A (H1N1 e H3N2) e B. É constituída por vírus inativos, fracionados e purificados. Não contém vírus vivos e não causa a doença.

Todas as informações sobre o novo coronavírus ou covid-19 podem ser acessadas no endereço covid-19.campinas.sp.gov.br/. Na ferramenta, as pessoas encontram todas as medidas do Comitê Municipal de Enfrentamento da Pandemia de Infecção Humana pelo Novo Coronavírus e também podem tirar dúvidas e ter acesso à atualização dos dados da doença em Campinas.


Recurso de emendas parlamentares dos 94 deputados estaduais será utilizado em ações de Saúde para combate e prevenção da pandemia


O Governador João Doria anunciou, nesta sexta-feira (3), a destinação de R$ 325 milhões da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) para a Secretaria da Saúde do Estado, que fará a aplicação dos recursos em ações de combate à pandemia do coronavírus. O montante é fruto de emendas parlamentares de todos os 94 deputados estaduais de São Paulo.

A decisão da bancada foi comunicada ao Governador João Doria pelo Presidente da Assembleia Legislativa, Cauê Macris, juntamente com o líder do Governo, Carlos Pignatari. O Governador agradeceu aos parlamentares, ressaltando que os mesmos abriram mão das emendas, independente de questões partidárias e ideológicas.

“Quero cumprimentar deputadas e deputados da Assembleia Legislativa de São Paulo que tomaram a decisão de destinar integralmente suas emendas para a saúde pública. Os parlamentares abriram mão das suas visões partidárias para, num gesto de humanidade, estarem unidos em uma mesma causa: salvar vidas em São Paulo. Um gesto registrado para a história”, disse Doria.

A autorização para liberação do primeiro lote, no valor de R$ 82 milhões, será publicada no Diário Oficial do Estado neste sábado (4). O restante dos recursos, no total de R$ 243 milhões, será liberado no prazo máximo de dez dias.

O dinheiro proveniente das emendas será aplicado imediatamente pela Secretaria da Saúde nas ações de enfrentamento da pandemia em todo o Estado. “Os recursos serão utilizados no atendimento às pessoas que estão infectadas, nas ações preventivas e no apoio aos municípios, como temos feito desde o início desta crise”, afirmou o Governador.

Recursos federais

O Governador João Doria já havia anunciado, na última segunda-feira (30), a destinação de R$ 219 milhões, fruto de emendas parlamentares do Congresso Nacional, para combate à disseminação do coronavírus e reforço no atendimento de saúde aos pacientes infectados. O recurso foi destinado pela bancada paulista, que é coordenada pelo Deputado Federal Vinicius Poit e composta por 70 deputados e três senadores de vários partidos.


Centro de pesquisa apoiado pela Fapesp esclareceu dúvidas sobre papel das refeições na propagação da doença COVID-19


A equipe do Centro de Pesquisa em Alimentos (FoRC) da Universidade de São Paulo (USP) divulgou um comunicado com o objetivo de esclarecer eventuais dúvidas da população sobre o papel dos alimentos na transmissão do novo coronavírus, causador da doença COVID-19. O texto é assinado pelos professores Bernadette Dora Gombossy de Melo Franco, Mariza Landgraf e Uelinton Pinto, todos especialistas em microbiologia de alimentos.

O FoRC é um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). “Importante ressaltar que o vírus não é um ser vivo e, portanto, não é capaz de se multiplicar nos alimentos, como fazem as bactérias. Vírus precisam infectar células para se replicar. O alimento ou sua embalagem são apenas veículos, ou seja, podem ter a superfície contaminada caso tenham sido manipulados por alguém com a doença, assim como uma maçaneta de porta ou qualquer outro objeto. Basta higienizar que não há problema”, explica Bernadette Franco à Agência Fapesp.

Como explicam os pesquisadores, a transmissão do novo coronavírus ocorre principalmente por meio de gotículas e secreções que saem do trato respiratório superior (boca e nariz) de uma pessoa infectada (com ou sem sintomas) e atingem as mucosas (olhos, nariz e boca) de outros indivíduos. Pode ocorrer também pelo contato das mãos com superfícies contaminadas com o vírus, que pode ser transferido para os olhos, nariz e boca.

Nos surtos anteriores causados por coronavírus (SARS-CoV e MERS-CoV), não houve transmissão pelos alimentos e, segundo os cientistas do FoRC, não há razão para pensar que isso venha a acontecer no caso da COVID-19.

“A ciência ainda não conseguiu determinar a origem do novo coronavírus [SARS-CoV-2], mas há cenários sugerindo que o vírus tenha se espalhado a partir de hospedeiros animais, como o morcego e o pangolim, talvez devido ao contato com esses animais ou mesmo sua ingestão. Mas não há qualquer evidência científica de que os animais de corte para consumo humano, como bovinos, aves ou suínos, sejam portadores ou tenham a doença causada pelo novo coronavírus. Mesmo assim, a Organização Mundial da Saúde recomenda que o consumo de carnes cruas seja evitado”, alertam os especialistas.

Medidas de proteção

A equipe do FoRC elencou medidas simples que podem ajudar a manter o SARS-CoV-2 longe da cozinha e da comida. Higienizar as mãos antes de comer ou manusear qualquer alimento é fundamental.

“Em tempos de COVID-19, as recomendações de higiene e limpeza são as mesmas de sempre e devem ser seguidas criteriosamente. Bancadas, pias, louças e demais utensílios devem estar sempre limpos e secos, sem resíduos de alimentos. Geladeiras, freezers, fornos, fogão e demais eletrodomésticos devem ser limpos e higienizados com regularidade, com água, sabão e sanitizantes ou água sanitária. O mesmo vale para as paredes, chão e teto. Esses procedimentos evitam a presença dos microrganismos indesejáveis na cozinha, inclusive o coronavírus, e evitam a contaminação cruzada, ou seja, transferência de microrganismos de alimentos ou superfícies contaminados para alimentos não contaminados”, diz o texto.

As informações sobre o tempo de persistência do novo coronavírus em diversas superfícies são ainda controversas. Alguns estudos científicos indicam a permanência em metal, plástico e vidro por até nove dias, enquanto outros estudos indicam tempos menores: 24 horas em papelão e três dias em metal ou plástico. No entanto, esses vírus são inativados em cerca de um minuto pelo contato com álcool etílico 62-71%, água oxigenada 0,5% ou hipoclorito de sódio 0,1%.

Orientações

Para alimentos que serão consumidos crus, como os vegetais folhosos, a recomendação do FoRC é remover as folhas externas ou danificadas, separar as folhas uma a uma, lavá-las com água tratada abundante e deixá-las em imersão, por 15 minutos, em uma solução de água sanitária (uma colher de sopa diluída em um litro de água), lavando-as depois com água tratada corrente novamente. No caso de vegetais não folhosos e frutas, mesmo as que serão consumidas sem a casca, o procedimento deve ser o mesmo.

Os produtos comerciais à base de cloro para desinfecção de vegetais são eficientes para eliminar a contaminação microbiana e prevenir a contaminação cruzada. Esses procedimentos são eficientes contra bactérias e vírus. Não usar água sanitária que contenha outras substâncias na sua composição, pois podem ser tóxicas para o organismo humano. “O vinagre para fins culinários não tem efeito sanitizante”, esclarece o grupo.

O tratamento dos alimentos pelo calor, como cozimento e fritura, quando feito corretamente, elimina os vírus caso estejam contaminando o produto cru. No entanto, é preciso evitar uma nova contaminação após o aquecimento, principalmente se o alimento não for aquecido novamente antes de ser consumido. É importante também não deixar alimentos cozidos em contato com alimentos crus, para evitar a contaminação cruzada.

O consumo de refeições prontas entregues em domicílio, retiradas em balcões de atendimento ou por drive-thru requer cuidados extras. Recomenda-se optar por empresas de confiança e fazer a encomenda diretamente, por telefone ou aplicativos, evitando a interferência de intermediários desconhecidos. Sempre que possível, optar por embalagens de papelão, pois acredita-se que o vírus resiste por menos tempo em papel do que em plástico ou alumínio. Deve ser feita a desinfecção das embalagens antes de abri-las, com água e sabão ou álcool em gel. Não consumir produtos com embalagem violada.

Contato

Os pesquisadores recomendam ainda evitar o contato pessoal com o entregador das refeições. As empresas de entregas em domicílio estão recomendando que os entregadores higienizem suas mãos com álcool em gel, um cuidado que diminui o risco, mas não o reduz a zero.

O pagamento deve ser preferencialmente feito remotamente, por aplicativo. Deve-se evitar manusear dinheiro e ter cautela com uso de máquinas de cartão de crédito, que podem estar contaminadas, e higienizar as mãos ao finalizar.

Ao comprar produtos alimentícios – seja nos pontos de venda ou on-line –, o consumidor deve higienizar todas as embalagens e superfícies antes de guardá-los na geladeira ou na despensa e lavar muito bem as mãos ao terminar.

Mais informações estão disponíveis nos sites www.usp.br/forc e www.alimentossemmitos.com.br.



A bancada paulista na Câmara dos Deputados se uniu para repassar ao governo paulista cerca de R$ 219 milhões para o enfrentamento da pandemia do coronavírus. O valor, explica o deputado Guiga Peixoto (PSL), corresponde ao montante total para emendas de bancada, previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA)


Peixoto, um dos 70 deputados que integram a bancada, afirmou que a previsão é que os recursos estejam depositados no Tesouro do Governo do Estado de São Paulo nos próximos dias, como determinado pela própria LOA. “O acordo feito e aprovado por todos os deputados representa um reforço para que São Paulo consiga enfrentar este grave problema pelo qual estamos passando”.

Para o pesselista, o momento exige um grande aporte de recursos de modo a minimizar os efeitos da pandemia em todas as áreas. “Neste momento travamos uma guerra pela vida, pelo bem estar da população. Então, tudo o que pode ser feito no âmbito do Legislativo eu farei. Estou ao lado do povo, fui eleito com este compromisso, e seguirei sempre assim”.

Guiga ressalta que a decisão, histórica, representa de forma inequívoca a união de esforços. “Os recursos serão divididos na compra de equipamentos aos profissionais da saúde, na compra de respiradores e enviados tanto para as unidades públicas e privadas de saúde, quanto para os municípios, inclusive os da nossa região”, pontua o político, eleito em grande parte com votos da região metropolitana de Sorocaba.

Outas ações – Além de ser favorável à redução dos salários dos servidores nos três poderes, Executivo, Legislativo e Judiciário, o político é a favor do redirecionamento da emenda de bancada, Guiga Peixoto votou de forma favorável ao pagamento de três parcelas de R$ 600 aos trabalhadores informais, fortemente impactados pela pandemia. “Este dinheiro vai colocar pão na mesa do trabalhador, que de uma hora para outra deixou de conseguir seu sustento nas ruas”, pontuou o deputado.

O parlamentar é, também, coautor do Projeto de Lei que prevê a destinação de R$ 2 bilhões, do Fundo Eleitoral, para ações e programas de combate ao coronavírus. “Meu trabalho na Câmara tem como principal beneficiário a população, a quem represento. Não precisamos de dinheiro no fundão para as eleições, mas na nossa economia e na nossa saúde”.


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